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terça-feira, 6 de julho de 2010

Reflexão sobre as Actividades


As actividades desta unidade curricular foram diversificadas e estimulantes.
A realização de trabalhos em sub-grupo é muito mais interessante para mim do que a realização de trabalhos em grande grupo.
A troca de ideias em sub-grupo de trabalho, o espírito de entre-ajuda e a solidariedade foi muito significativa.
Os Fóruns revelaram-se muito profícuos pois os contributos dos colegas e da professora foram um grande incentivo para a descoberta e para a aprendizagem.
A pesquisa na Internet sobre a temática da investigação educacional revela-se um mundo que começou a despontar para mim. Neste aspecto foi muito importante para mim esta unidade.
Os materiais reais (teses de mestado) disponibilizados foram também muito interessantes e motivadores.
Participei nas actividades na medida das minhas posssibilidades e mesmo quando o não fazia acompanhava a evolução das prestações dos colegas nos fóruns.
Foi bastante interessante e enriquecedor participar nesta unidade.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Reflexão Temática 5




Questões éticas na investigação educacional

Nesta unidade a reflexão foi em torno dos princípios e valores que devem nortear a acção do investigador.

«Não há bela sem senão» o que significa, neste caso, que o facto de se ser investigador não implica automaticamente seriedade.

Importa pois reflectir reflectir sobre aquelas que deverão ser as linhas de actuação do investigador. E foi isso que fizemos.

De todas as abordagens sobre ética que os diversos autores fazem destco aqui as indicações de Bogdan e Biklen (1994: 75) sobre duas normas de índole ética relativas à investigação com sujeitos humanos:

  • o consentimento informado e

  • a protecção dos sujeitos contra qualquer espécie de danos

Estas normas procuram assegurar que :


i) os sujeitos aderem voluntariamente aos projectos de investigação, cientes da natureza do estudo e dos perigos e obrigações nele envolvidos;
ii) os sujeitos não são expostos a riscos superiores aos ganhos que possam advir.

__________

Bogdan e Biklen (1994). Investigação qualitativa em educação. Porto: Porto Editora.

Reflexão Temática 4



A Temática 4 incidiu sobre a Análise de Dados, quer a nível qualitativo, quer a nível quantitativo.

Tivemos dois problemas para resolver (Problema 1 e Problema 2) os quais se debruçavam exactamente sobre os dois tipode métodos de análise.

Fiz leitura e investiguei pois necessitava de me dotar de instrumentos que me possibilitassem pronunciar-me sobre o assunto.

Quanto à análise qualitativa de dados o processo foi relativamente pacífico e rapidamente apreendi os conceitos base.

Fiquei completamente perdida no que diz respeito à análise quantitativa de dados. É uma área muito vasta, muito técnica, que implica conhecimentos a nível de estatística e fiquei nitidamente com a noção de que apenas toquei a «ramagem». A parte positiva é que agora sei que necessitarei de me formar nesta área caso venha a necessitar de utilizar estas técnicas de análise de dados.

Reflexão Temática 3




A temática 3 incidiu sobre o Processo de Recolha de Dados.

Esta temática estava subdivida em 2 actividades:

- utilizar e preparar questionários;

- utilizar e preparar entrevistas;

Foi muito interessante pois assentei ideias sobre as fases a cumprir para a elaboração de questionários e entrevistas.

Trocámos ideias sobre as vantagens e desvantagens da utilização de inquéritos e entrevistas. O que convém ter sempre em linha de conta!

Adequados a realidades diferentes, a objectivos diversos, a contextos váriso. É só escolher

Reflexão Temática 2




Na temática 2 abordava-se o tema da Investigação Acção

O Fórum de Turma era livre e não tive ocasião de participar.

No entanto interessei-me pelo conceito pois desconhecia-o completamente. Reservei para mais tarde as leituras recomendadas e as participações dos estimados colegas em Fórum.

Destas minhas leituras posteriores retive algumas mensagens:

A investigação - acção almeja dotar os professores de informação sobre as suas práticas e dar-lhes uma atitude pro-activa nos seus contextos locais de ensino.

Mills (2003, citado em Donato, 2003) dá-nos a seguinte definição: a investigação-acção é todo o inquérito sistemático conduzido por professores investigadores para recolher a informação sobre as práticas na sua escola, como se ensina e como os melhores alunos aprendem.

A informação é recolhida com os objectivos de verificação das práticas, da reflexão sobre as mesmas, a fim de efectuar mudanças positivas no ambiente da escola e das práticas educativas gerais, para a melhoria dos resultados escolares.

A investigação - acção é conduzida por professores e para professores. É feita em pequena escala, com cobertura contextualizada, localizada, e visando desenvolver ou monitorizar mudanças na prática (Wallace, 2000, citado em Donato, 2003).

As características da investigação - acção reflectem também as qualidades dos líderes e das culturas em mudança. Estas qualidades incluem uma compreensão profunda da organização, da sua visão e análise, da vontade para novos conhecimentos, do desejo para a melhoria nos desempenhos, da actividade auto-reflexiva e da vontade de mudança (Fullan, 2000a, 2000b, citado em Donato).

Uma estrutura para a Investigação - acção:

Um projecto de investigação - acção procura criar conhecimento, propor e executar a mudança, e melhorar a prática e o desempenho (Longarina, (1996), Kemmis e McTaggert (1988), citados em Donato (2003).

Estes autores propõem que os aspectos fundamentais da investigação – acção respeitem os seguinte passos:

(1) desenvolver um projecto de melhoria;

(2) executar o projecto;

(3) observar e documentar os efeitos do projecto;

(4) reflectir sobre os efeitos do projecto para o refazer, se necessário.

A investigação - acção é normalmente utilizada em projectos de inovação ou na sua implementação.

Mills (2003), citado em Donato (2003) apresenta o seguinte esquema para a investigação - acção:

  1. • Descrever o problema e a área de focagem;
  2. • Definir os factores envolvidos no contexto da intervenção;
  3. • Formular questões a investigar;
  4. • Descrever a intervenção ou a inovação a serem executadas;
  5. • Definir um espaço temporal para execução da acção;
  6. • Caracterizar o contexto situacional, ou o grupo da investigação – acção;
  7. • Identificar uma lista de recursos para executar o projecto;
  8. • Seleccionar os dados a serem recolhidos;
  9. • Elaborar um plano do levantamento de dados e métodos de tratamento;
  10. • Seleccionar ferramentas apropriadas de inquérito;
  11. • Identificar os participantes e o modo como entram no estudo;
  12. • Discutir a condução da acção;
  13. • Recolher dados;
  14. Planear as acções estratégicas baseadas nos dados recolhidos.

___________________

Donato, R. (2003). A Investigação – acção. EDO-Fl-03-08.Universidade de Pittsburgh. Em http://www.moodle.univ-ab.pt/moodle/mod/resource/view.php?id=219466 (acedido em 5-4-2010)

Reflexão Temática 1


A 1ª temática desta unidade foi a problemática do processo de Investigação.


Não sendo, nem nunca tendo sido investigadora, foi com especial agrado que me vi embrenhada na leitura de livros e de sites que versam sobre este tema.


Apesar de ter uma vaga reminiscência, dos tempos de liceu, da questão do positivismo de Comte e do idealismo de Kant, com as suas consequências em termos de postura de investigação, estava longe da grande problemática que existe à volta deste tema.


É como se tratasse de equipas adversárias. Por um lado os defensores da investigação quantitiva e, por outro lado, os adeptos da investigação qualitativa. E aqui reside a grande diferença. Incluí alguns vídeos neste blogue que ilustram esta "guerra titânica".


Desconhecia de todo a existência de uma outra postura (que em abono da verdade não se pode considerar como um verdadeiro paradigma, como a professora Alda Pereira me observou) que genericamente se designa de investigação mista. Claro está que se propõe usar metodologias dos dois paradigmas identificados.


Aprendi pois, não só através das minhas leituras como também através da troca de ideias dentro do meu grupo de trabalho, como também no fórum de discussão do grande grupo. Participei o que me foi possível, li o que consegui. Malgré tout, fica sempre a sensação de que poderia ter feito mais. Foi, no entanto, recompensador!